Empresa FamiliarA gestão da Empresa Familiar tem ganhado grande atenção nos últimos anos devido à ampla presença de empresas familiares nas grandes economias mundiais (Estados Unidos 95%, Espanha 75% e Brasil 90%).

Ocorre, porém, que esta classe de empresas (familiares) necessita de uma atenção diferenciada, já que em muitos casos, os objetivos da Família Empresária podem entrar em conflito com os objetivos da empresa, o que gera sérios problemas para a continuidade e sucesso do negócio. Desta forma, a gestão do negócio necessita de um cuidado diferenciado.

Em nossa experiência, muitos problemas vividos por empresas não estavam diretamente ligadas à gestão do dia-dia do negócio, mais sim, à falta de regras claras nas relações entre a família proprietária e a empresa. Por essa razão, a Estrutura Humana conta com profissionais especializados na gestão da Empresa Familiar, e representa no Brasil a Family Business Knowledge (FBK), empresa de consultoria internacional, sediada na Espanha e especializada no desenvolvimento da Empresa Familiar.
 

Oferecemos um “sistema inteligente”, desenvolvido pela FBK juntamente com a ESADE Business School (eleita a melhor Escola de Negócios do Mundo em 2006, segundo o The Wall Street Journal), que possibilita um diagnóstico da complexidade familiar e empresarial, e sugere ações para o desenvolvimento de uma estrutura adequada à realidade de cada empresa, para que os riscos estruturais sejam diminuídos.

Tendo o Diagnóstico da Empresa Familiar como ponto de partida de nossa assessoria, implementamos as estruturas necessárias à empresa que permitirão seu desenvolvimento. Essas estruturas incluem a análise dos atuais sistemas de governança corporativa e sua adequação, o desenvolvimento do protocolo familiar no qual são criadas uma série de regras que irão reger as relações família/empresa, preparação de herdeiros e sucessores para que a transição entre gerações possa ocorrer de forma positiva e, finalmente, consultoria integrada para auxiliar a empresa nos demais temas da gestão empresarial.

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FluxogramaA assessoria que prestamos aos nossos clientes na área de Empresa Familiar pode ser melhor compreendida se a dividirmos em quatro áreas de atuação: Diagnóstico Familiar, Protocolo Familiar, Governança Corporativa e Consultoria Integrada

Diagnóstico Familiar

O Programa de Autodiagnóstico ou Diagnóstico de Risco Estrutural da Empresa Familiar se iniciou na Espanha em 2004 e foi criado com o objetivo de ajudar as Empresas Familiares a conhecer suas forças e debilidades. O programa de mede diversos fatores de desenvolvimento da empresa como as práticas de gestão, o grau de institucionalização, a participação da família e acionistas, e a existência de planos de sucessão.

O desenvolvimento desse programa se iniciou em 1999 com uma parceria entre a ESADE (eleita a melhor Escola de Negócios do mundo em 2006, segundo o The Wall Street Journal) e a consultoria FBK (Family Business Knowledge). O modelo analisa o Risco Estrutural da empresa para que se possa sistematizar a gestão da Empresa Familiar, em 2000 foi criado um “sistema experto” capaz de geral um diagnóstico on-line da gestão da Empresa Familiar.

Em 2004 foi estabelecido um acordo entre o Instituto de la Empresa Familiar (IEF), BBVA, ESADE e FBK, sendo todas elas organizações espanholas. A finalidade desse acordo foi de apoiar as Empresas Familiares divulgando um novo instrumento criado para medir as forças e debilidades da empresa. Um total de 1.237 (mil duzentas e trinta e sete) empresas realizaram seu autodiagnóstico. O tempo para responder um amplo questionário que permitira que seja gerado um relatório individual de avaliação da empresa é estimado entre 35 e 40 minutos.

“O estudo é finalizado com uma análise do conjunto de empresas familiares que utilizaram o diagnóstico e permite diagnosticar quais são as potencialidades y características que as empresas devem desenvolver como também, quais são as debilidades mais significativas que as empresas devem enfrentar.” (Fernando Casado – Diretor do Instituto de la Empresa Familiar e Catedrático em Economía da Universidade de Barcelona).

O presidente do BBVA, Francisco González, descreve sua satisfação com o projeto citando três motivos concretos: primeiramente pela qualidade técnica e científica do estudo, em segundo lugar por ter o seu banco como contribuinte de uma melhora do conhecimento e da gestão da empresa familiar, e finalmente pelo alcance que tal projeto obteve junto ao meio empresarial.

O Diagnóstico de Risco Estrutural proporcionará ao empresário uma melhor compreensão da gestão do seu negócio em cinco dimensões: (1) institucionalização – existência de órgãos de governo e conselho familiar; (2) diferenciação família/empresa – tomada de decisões, participação de familiares na empresa e estrutura da propriedade; (3) praticas de gestão – profissionalismo, avaliação objetiva de resultados e orientação estratégica do negócio; (4) comunicação – manejo das diferenças e explicitação das regras do jogo; (5) sucessão – não depender exclusivamente do fundador, desenvolver habilidades empreendedoras e de gestão nos futuros sucessores, e planejar o processo de sucessão.

Esse diagnóstico é um sistema inteligente no qual o empresário responderá um amplo questionário através do site da Consultoria FBK (Family Business Knowledge) na Espanha. O diagnóstico da empresa respondente será recebido pela consultoria Estrutura Humana e será apresentado à empresa, quando serão discutidos os planos de ação.

Protocolo Familiar

Para que as Empresas Familiares possam sobreviver e chegar com sucesso na próxima geração, elas com suporte de profissionais especializados devem organizar e regular as relações família/empresa. Nesse processo se busca a separação das atuações desses dois sistemas com a finalidade de que um não interfira no outro de forma negativa. Para alcançar esse objetivo é necessário passar por um importante momento de negociação entre os membros da família, elaboração e assinatura de um instrumento de governo desta empresa familiar, denominado “Protocolo Familiar”.

Contudo, nos últimos anos, como conseqüência da divulgação que se vem realizando junto as instituições empresariais e sociais, dando a conhecer a importância de que os membros das empresas familiares afrontem e preparem como um processo natural a continuidade entre gerações, muitos empresários familiares estão vivendo o que poderíamos qualificar como una “moda” pelo protocolo familiar que em ocasiões conduz a distorções desta figura.

O protocolo familiar a de ser a conclusão que se obtém depois de um trabalho na família, na empresa, e na propriedade. Este a de ser um processo com componentes jurídicos, econômicos e empresariais, mas, sobretudo, é um processo de trabalho psicológico e emocional com a família, infelizmente, em muitas ocasiões o protocolo familiar é apresentado como um documento padronizado, o que realmente ele não é. Nenhuma família ou empresa deve ser tratada de forma igual.

O protocolo há de resultar como conseqüência do trabalho desenvolvido numa família empresarial regulando suas relações, feito a medida da própria realidade da família e a empresa concreta. De aí que em este documento se incluem aqueles aspectos que se consideram mais gerais e aquelas perguntas que podem ajudar a canalizar os aspectos familiares, já que geralmente é o fator crítico que diferencia ás empresas de êxito das demais.

Em definitiva o trabalho a desenvolver está em obter a coesão, harmonia e comunicação familiar em torno à realidade da empresa, fazendo compartir a visão ou o sonho de futuro dos familiares, com o fim de obter as regras que essa família se da a si mesma para estabelecer suas relações família-empresa.

Uma vez obtidos estes acordos interiorizados e legitimados pela família em relação aos rumos que assumirão seus membros a respeito à liderança , propriedade, gestão, direitos econômicos, etc. se solidificam suas relações e se estabelecem as bases de futuro que permitem afiançar a continuidade.

Estas normas ao se referir aos sistemas complexos em continuo movimento, nunca podem ser normas fixas, o protocolo familiar a de ter as previsões que contenham a adaptação a realidade do contexto familiar e empresarial sempre que se dêem as condições que indiquem sua variação.

É muito relevante que o trabalho desenvolvido na elaboração do protocolo não termine com a obtenção do mesmo. É especialmente importante que exista uma manutenção da coesão, harmonia e comunicação familiar em função das necessidades da família e da empresa no futuro. De fato já existem algumas empresas familiares, que num elevado nível de seu desenvolvimento empresarial e familiar, vão incorporado um departamento dentro da sua estrutura de family business.

Como se apontou anteriormente, este trabalho na construção do protocolo familiar, leva consigo, ademais, uma importante estruturação jurídica em aspectos fiscais, mercantis e civis que afetam ao nível acionário, corporativo y operativo, mas que a de ser complementarias ao trabalho da coesão familiar.

Em paises de cultura anglo-saxônica (EUA, Inglaterra), os acordos obtidos depois do trabalho psicológico, emocional e de comunicação familiar nem se quer se escrevem em um documento, as normas se assumem e se transmitem de geração para geração desde una óptica consuetudinária.

A não observação do aspecto familiar geralmente conduz a obtenção de um documento sem relevância própria, em que simplesmente se plasma uma série de normas não assumidas pela família, que não servirá para resolver as diferenças que poderão surgir na perspectiva futura da família e da empresa.

Governança Corporativa

A Governança Corporativa diz respeito a um sistema de controle e monitoramento estabelecido pelos acionistas, controladores de uma determinada empresa ou corporação, de tal modo que os administradores tomem suas decisões sobre a alocação dos recursos de acordo com o interesse dos proprietários. As questões de governança corporativa ganharam mais relevância a partir do surgimento das modernas corporações nas quais há a separação entre controle e gestão. A teoria que trata dessas questões teve origem nos anos 30 nos trabalhos de Berle e Means, que colocaram o clássico problema da teoria da agencia, onde existem conflitos de interesse entre o principal (proprietário) e o agente (gestor).

Nessa mesma época, Coase também apresentou os princípios da economia dos custos de transação, como se delimita os limites da firma entre produzir ela própria seus insumos ou adquiri-los no mercado, de correndo tais questões relacionadas ao escopo vertical que a firma deve assumir. Após cerca de quarenta anos de relativo ostracismo teórico dessas abordagens, a partir dos anos 70 o enfoque contratual das relações econômicas passou a despertar renovado interesse nos meios acadêmicos e financeiro.

Um conjunto de estudos está sendo realizado no âmbito da nova economia institucional (NEI), privilegiando o papel exercido pelas instituições em relação ao desenvolvimento econômico. A própria configuração das instituições, sejam elas as firmas ou mesmo o mercado, tem impacto sobre o desempenho dos sistemas econômicos e o desempenho competitivo dos seus agentes. Buscando trilhar um caminho interdisciplinar a NEI é permeável as questões colocadas pelo direito (economia do direito de propriedades), pela administração (teoria das organizações), pela historia (evolução das instituições), enfim é explicitamente levado em conta que os costumes, o ambiente legal e a aplicabilidade dos direitos possuem efeitos sobre o desempenho econômico. Nesse sentido, apresenta-se como um instrumento teórico interessante para analisar a economia brasileira e seus agentes, uma vez que as transformações em curso nos anos 90 têm sido em grande parte, de natureza institucional.

O Governo Corporativo evoluiu de um conceito puramente financeiro, relativo ao retorno sobre o investimento, esperado e exigido pelos investidores, para um conceito que inclui aspectos relacionados ao desenho da própria organização, estando diretamente ligado aos mecanismos internos pelos quais as organizações e corporações são operadas e controladas. A transparência organizacional é um fator determinante na hora de promover o investimento, por isso as organizações mais desenvolvidas implementam um sistema consolidado de Governo Corporativo.

Objetivos da Governança Corporativa

  • Atrair capital a custos internacionais.
  • Assegurar uma gestão profissional da empresa, especialmente daquelas que emitem títulos no mercado de valores.
  • Proteger os interesses dos investidores e stakeholders.
  • Elevar a confiança da empresa junto aos mercados financeiros.
  • Promover a competitividade.

Não apenas empresas de capital aberto podem implementar um sistema de Governo Corporativo, empresas de capital fechado também podem se beneficiar da implementação desse sistema já o mesmo auxilia no aprimoramento do desenho organizacional e melhora os mecanismos internos pelos quais as organizações e corporações são operadas e controladas.

As Empresas Familiares, antes mesmo da criação de um sistema de Governança Corporativa, devem implementar um sistema de Governança Familiar o qual permitirá:

  • Tornar efetiva a missão que a família tem para a empresa.
  • Preservar o patrimônio, valores e a cultura familiar.
  • Evitar e resolver conflitos familiares.
  • Harmonizar as necessidades financeiras da família e da empresa.
  • Potencializar a comunicação entre os acionistas familiares.
  • Gerar melhorias no processo de sucessão e controle da empresa.

Consultoria Integrada

Deve-se entender que a estrutura de relações família/empresa é composta de hábitos, papéis, normas, processos, etc., através do qual uma família organiza sua relação com a empresa. Quanto mais complexas seja uma família e uma empresa, mais desenvolvida deverá estar à estrutura de relacionamentos entre ambas para que se possa organizar a desorganização que é criada pelo aumento na complexidade.

A Empresa Familiar se comportará como um sistema estável na medida em que as complexidades da família e da empresa sejam equilibradas por uma estrutura empresarial adequada, para que dessa forma seja mantida a flexibilidade necessária para a inovação e a capacidade de mudar.

Cada Empresa Familiar deve encontrar, em cada mudança de geração, um desenvolvimento adequado de sua estrutura, que dependerá do grau de complexidade que possui a família e a empresa. Essa estrutura não se refere somente na criação de um simples organograma ou a criação de conduta da família, mas sim, uma estrutura que seja capaz de gestionar as relações entre a família e a empresa no seu dia-a-dia.

A Consultoria Integrada tem como objetivo auxiliar a família e empresa a implementar, acompanhar e avaliar a nova estrutura organizacional que foi criada. Desta forma todo o processo de desenvolvimento da Empresa Familiar não ficará apenas no papel. Para isso a Estrutura Humana conta com profissionais altamente qualificados nas áreas de marketing, finanças, recursos humanos e gestão.